Pouco fiscalizado pelos políticos, recentemente muito fiscalizado pelas Ongs e pela Imprensa, fiscalizador quando lhe interessa e furiosamente arrecadador , o Governo brasileiro escolheu o caminho mais fácil. Politicamente é muito mais difícil atender a fome dos congressistas por verbas e bem mais fácil arrecadar mais impostos porque os aliados podem retaliar não votando o que interessa ao governo e o povo brasileiro raramente vai às ruas exigir que o governo os respeite!
Os gays conseguem juntar 2 milhões deles em passeata em São Paulo, 1 milhão no Rio de Janeiro; os crentes reúnem 2 milhões num dia, 1 milhão no outro. Mas os que reivindicam menos corrupção, menos impostos e mais transparência mal conseguem reunir 2 mil manifestantes…
É por isso que o governo continua a arrecadar muito e a aplicar. No dia em que 2 ou 3 milhões saírem às ruas contra a corrupção e contra os impostos ele depressa conseguirá escolher prioridades e, como o cargo dos políticos balançará, mais que depressa eles reduzirão seus próprios subsídios e suas exigências. O governo tornou-se um impostólatra. Não admira que haja tantos políticos impostores. Nós perdemos nossa capacidade de estabelecer limites aos partidos no poder e o poder perdeu os limites do bom senso. É dinheiro demais para serviços mal prestados. Estamos nos tornando uma enorme estrada de pedágios cada dia mais caros. Não admira também que haja tantos desvios.




