DO DEBATE AO COMBATE.

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Conheço dois prefeitos de cidades razoavelmente grandes que compraram a briga com hospitais católicos. Diga-se, de passagem, que os mencionados prefeitos não acreditam em Deus e agem na suposição de que não têm conta nenhuma a prestar a um ser que não existe. Foi a resposta malcriada de um auxiliar do executivo. Religiosas que mantém esses hospitais estão sendo pressionadas. Elas agem na suposição que Deus existe e que, mais dia menos dia vai tomar a defesa dos mais fracos e oprimidos.
A questão envolve interesses econômicos. Num jogo político de apaziguados, como se faz com frequência no Brasil, interessa a eles apossar-se daqueles hospitais e colocar lá os seus. Assim desfrutariam de vantagem e verbas que fluiriam para os seus partidos ou seus grupos. No caso deles, não interessam convênios com hospitais particulares. Acham que têm poder suficiente para manter e cobrir todos aqueles gastos. Combatem institutos com uma longa historia de prestação de serviços e com motivação religiosa. Para eles o pobre não é de Deus. Se fosse, Deus o teria ajudado.
O debate que naquela cidade virou combate promete desdobramento. Em Marcos 12 40, há uma frase profética de Jesus que, pelo que sei sempre funcionou toda vez que alguém explorou os pobres em beneficio próprio, disse Jesus:
Ai daqueles que devoram as casas da viúvas a pretexto de longas orações para eles haverá um castigo maior.
Nos meus quase 70 anos de vida, vi coisas das quais tenho certeza, Uma delas é que Deus reage e não deixa passar determinados tipos de opressão ou crimes que bradam aos céus. Desviar dinheiro dos enfermos, de velhinhos, de crianças e de pobres é ato que cai como hecatombe na cabeça na cabeça dos que desviam. Sei de pelo menos de três casos em que os grupos interessados em sucatear ou implodir obras sociais que acolhiam pobres, acabaram perdendo eleições e espaço da noite para o dia. O grupo pró-pobres foi rezar e o grupo pró-lucro foi manobrar. Quando menos esperava, perdeu e desmantelou-se. Alguns estão fora do ramo da medicina e não se sabe o porquê, mas estão fora.
Nós que cremos em Deus e somos chamados de fanáticos, quando somos sereníssimos, sabemos que a saúde e o bem estar dos mais pobres, dos indefesos, das mães, dos doentes terminais é coisa sagrada. Por eles não se mede esforços. Quando grupos sem alma apossam-se dessas obras, o debate se torna combate. Trabalham na suposição que Deus não existe, portanto podem fazer seus jogos políticos e econômicos. O outro grupo trabalha na certeza de que Deus existe e confia na sua misericórdia.
Quem vencer terá vitória de Pirro. Vencerá os primeiros rounds mas, perderá a luta. E quem acha que Deus não defende o pobre, engana-se redondamente. Espere e pague para ver!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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