Registre-se o enfraquecimento das democracias, a começar pelos Estados Unidos, tido até ontem como país modelo de convivência e de tolerância, apesar do acentuado racismo que já viveu. Todos olhavam para eles com santa inveja. Era a Roma e a Meca do bem estar, da afluência, dos sonhos de progresso e da tolerância. Estavam anos à frente dos outros povos. O mundo os copiava. Eles queriam ser copiados porque sua afluência dependia disso. Onde achavam necessário seus aviões e tanques colocavam no poder alguém democrático ou a seu favor , nem que não fosse democrático. Jogavam pesado lá fora, para pegar mais leve lá dentro. Plenos de conforto e segurança o cidadão americano achava isso bom. Seus soldados iam morrer lá fora e defender a democracia lá longe. Os antigos romanos diziam que quem quer a paz deve estar preparado para a guerra. Na verdade , suas legiões iam fazer a guerra nas terras dos outros para nem eles nem sua guerra não chegasse a Roma. Enfraqueciam-nos em seu próprio território. Era a Águia Romana indo brigar fora do seu ninho. A Águia Americana fez o mesmo. Seus soldados morreram e morrem mais fora do que dentro do seu país.
O quadro mudou com a tecnologia que eles mesmos criaram e exportaram. Ameaçados por inimigos altamente camuflados, altamente motivados e sedentos de vingança, inimigos que se armam de aviões, bombas e artefatos muitos com assinatura americana sua democracia corre lá dentro porque o inimigo chegou lá. Como toda democracia está cheia de brechas, eles começam a tapá-las. Com isso, fecham portas. Fechando portas tornam-se menos democráticos porque não podem mais confiar nem nos imigrantes nem nos visitantes. O sonho americano acabou.
Agora mais uma vez venceu a plutocracia, hoje alicerçada por uma sólida infosfera. Hoje ouve-se de grande número de cidadãos que precisam se defender e qualquer meio é válido. Assistimos ao advento da motivação das massas para o que der e vier, chamada Infosfera e preconizada há mais de 30 anos por Alvin Toffler no seu livro A Terceira Onda e por outros autores dos anos 40 e 60 como William Reich e Aldous Huxley. Agora por livros denúncia como Stupid White Men de James Moore e outros, ou o cidadão comum fica informado que até suas águas já não correrão de graça sob suas pontes, que também já não lhe pertencem, porque muitos precisam pagar para atravessá-las. Alguém tem que vencer e que sejam os que podem pagar pela vitória!
O que eles dizem é claro e é simples. Há guerras políticas, religiosas e econômicas em curso e vence quem manipula, controla os comunicadores e a mídia e, de quebra, alguns religiosos que teimam em pregar diálogo, fraternidade, justiça e paz no mundo. Aí alguém atira nele na Praça de São Pedro! E já que ele perdoou, fica por isso mesmo! Nunca se saberá ao certo quem mandou silenciar aquela voz. Se foi o Ocidente ou o Oriente. Gente que fala e sabe falar são os únicos que podem prejudicar os seus projetos. Na guerra entre as armas e a fala, cale-se a falas e falem as armas. No mundo inteiro, ou se mata ou se compra quem usa a arma da palavra. Jesus é o maior exemplo desse martírio.
Naquelas democracias, hoje fragilizadas por falta de confiança, o cidadão comum que, se não pagar seus impostos, vai para a cadeia do Estado, recebe informações mentirosas do mesmo Estado, que o prende se ele mentir. O Estado pode mentir em nome da democracia; o cidadão, não. A guerra contra o Iraque é um desses exemplos. O Estado Norte-Americano, que lidera os Estados Unidos da América do Norte mentiu e foi à guerra, contra a opinião da ONU, que representa os paises do mundo, contra o querer de seus vizinhos da América do Sul e contra a maioria das religiões e até de Estados amigos.
Também enfrentou os cidadão de seu país que previam menos democracia lá dentro e mais violência em decorrência dessa invasão. Queriam que a Onu agisse. Não houve nem plebiscito, nem consulta. Simplesmente foram à guerra e usaram da mídia ao invés de usar as urnas! – “Temos que ir lá, fazer mais esta guerra lá fora, para que não venham aqui de novo!” Foram, mas os terroristas estão cada dia mais perto… Não há dinheiro que pare um exército de gente disposta a morrer, desde que mate o inimigo.
Os poucos que chegaram ao poder gastaram milhões dos contribuintes que, se mentirem, vão para a cadeia, mas eles mentiram e continuam no poder. A democracia supõe o poder do povo através das suas leis e dos seus juizes sobre o Estado. Este é delegado pelo povo para governá-lo por alguns anos. Só é democrático um país onde o povo decide e não onde se decide contra o povo, ou mentindo para o povo.
No mundo inteiro as democracias e as ditaduras se aproximam nos seus métodos. Mente o ditador que usurpou o poder e mata para não sair de lá e mente o grupo de poder que foi eleito porque quer mais alguns anos de poder. Não havendo verdade e transparência não há mais democracia. O mundo caminha para isso! Será governado ou por grupos de enorme poder econômico, ou por grupos religiosos e por quem controla a informação e faz o povo crer que não há outro caminho!
Estamos em crise. Ditaduras de cunho religioso, político ou econômico invadiram nossos povos. Feliz o povo que ainda pode colocar no poder um outro grupo que não minta, ou pelo menos que mente minta menos! E há será alguma coisa! Como está, todos corremos perigo. A mentira nunca vem sozinha. Depois dela vêm os bombardeiros e os terroristas e suicidas, todos em nome da sua verdade, que tem que ser a única e que por isso mesmo é como o chantili que parece cobre o bolo, mas o bolo encobre um explosivo. Dane-se quem o comer!




