QUASE NOIVOS

Voltar

Estavam quase noivos, namoro de quatro anos. Um dia, a moça veio conversar com o padre, este, psicólogo e conselheiro. Contou-lhe sobre as suas perplexidades. Estava sendo empurrada para um casamento do qual ela não tinha certeza. Em contrapartida, havia um rapaz no grupo de igreja, pessoa tranqüila que nunca forçara a barra, demonstrava gostar dela, mas por respeito ao namoro jamais interferira. Ele despertava nela um sentimento de serenidade. O quase noivo era todo cobranças e exigências. Foi o que ela disse.
O padre ouviu, disse duas frases e fez cinco perguntas: -A decisão não é dele. É sua! Que tipo de esposa você quer ser? Que tipo de homem você quer ter ao seu lado? Quem dos dois tem mais perfil de pai dos seus filhos? Quem deve escolher? Você ou eles?
A franqueza do padre a marcou. Ele não conhecia nenhum dos dois, mas conhecia a moça. Seis meses depois ela tinha terminado o namoro. Um ano depois começou a namorar o rapaz da comunidade, dois anos depois casou com ele.
O primeiro namorado quase noivo pôs a culpa no padre, Devia culpar a Igreja, porque o padre limitou-se a ensinar o que a Igreja, a psicologia e a filosofia ensinam. Quem está em dúvida e que tem que se decidir. Se está em duvida é porque está diante de mais de uma opção. Não são os olhos que tem que se adaptar as lentes, são as lentes que devem se adaptar aos olhos. A escolha era dela e não deles.
Num relacionamento de rapaz e moça ambos precisam saber o que querem e a quem querem. Se têm alguma dúvida precisam repensar sua relação. Não havendo certeza, não há porque continuar. Casamento indeciso raramente dá certo. Quem não tem certeza, não se case.
Assusta o número de casais que trocam alianças sem esta certeza. Sorte deles se descobrirem a certeza depois daquele dia, porque se, já casados vier a certeza de que não tinham sido feitos um para o outro, os filhos pagarão a conta!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

Wallmedia