FAMILIAS ANTÍDOTO

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Guerra em curso> Há uma guerra em curso que vem de tempos imemoriais, hoje mais sofisticada e abertamente declarada contra a civilização. Travada em todos os países do mundo, sobretudo nos países que têm mais riquezas, mata mais do que bombas e metralhadoras.
Traficantes> Tráficos e traficantes do mal sempre existiram. Ainda agora, há centenas de tráficos do mal. São indústrias que rendem bilhões de dólares, euros, ienes, iuans, reais e rublos. Mercadoria que dá lucros astronômicos, o mal é distribuído, às vezes com mais eficiência do que o bem. Em alguns casos é tolerado e até sacramentado por governos.
A indústria da droga e do sexo são duas das mais rentáveis. Lidam com o vício e a degradação humana. Atingem os sem controle e sem disciplina. Vai ao âmago daquele que não sabe dizer não. Mas há, também, a da bebida , a do cigarro e a dos outros tóxicos. Estas, são combatidas por governos, mas, por movimentarem fortunas e terem a seu serviço milhões de servidores, acaba desafiando a ordem constituída. Traficantes são ditadores paralelos de governos paralelos. Para eles não há outra lei que a própria. As leis do país eles driblam ou corrompendo ou munindo-se de recursos maiores do que o Governo dá aos seus servidores. Como pode um policial honesto com viatura ultrapassada, sem avião ou helicóptero e barco lento e sem combustível combater o traficante que tem dez vezes mais e melhor do que ele e que sabe de todos os movimentos da policia com a ajuda de funcionários corruptos e venais?
Trata-se de um poder paralelo.> As armas são os tóxicos engolidos, cheirados, inoculados. A maioria das vitimas medeia entre os doze e trinta anos de idade. É uma guerra contra os pais e filhos, contra as famílias e contra a comunidade, mas, na qual o alvo número um são os jovens e adolescentes. Seduzidos por soluções rápidas de problemas, por promessa de ampliação da capacidade mental ou de fuga estratégica de algum problema aparentemente insolúvel, os humanos de certa idade embarcam nessa utopia, em forma de pó, fumaça ou de comprimido. Mas há, também, os adultos frustrados ou machucados que desafogam seus insucessos ou na bebida, ou na seringa, ou no pó. Eles sabem que poucos param quando querem, mas dizem que pararão quando quiserem. Acreditam que são mais fortes do que seu vício. Um entre 99% é…
Eva e a fruta proibida> Alegoricamente diz a Bíblia a respeito da personagem Eva que uma serpente traiçoeira e venenosa insistiu com ela para que comesse do fruto proibido, porque se tornaria deusa. Os dois seriam deuses. Adão também caiu na conversa (Gn 3,5). Adolescentes e jovens despreparados todos os dias são seduzidos por serpentes malignas, traiçoeiras e venenosas chamadas traficantes, que os convencem de que, se cheirarem aquele pó, injetarem o líquido nas veias e inalarem aquela fumaça, por um momento serão semideuses. Saberão coisas que ninguém sabe, experimentarão emoções que pouca gente experimenta, e fugirão, ainda que por algum tempo, do que os incomoda.
Só não contam o resto> O resto são grilhões, prisões, escravidão, vazio, perda de sentido total da vida. É a fuga de cada dia, várias vezes ao dia. Vivem do entra e sai e do faz de conta. É arma que atinge o cérebro e o coração, mexe com pensamento e o sentimento. Quem recebeu a promessa de ser grande e maior por conta desses aditivos, em pouco tempo acaba pequeno, menor, impotente e incapaz.
Contra os jovens e seus pais > Há uma guerra em curso contra humanidade jovem e ela chama-se tráfico. Há um senhor da guerra que só pensa no lucro e no dinheiro. Cruel, não tem o menor respeito pela pessoa humana. Chama-se traficante. Tem mais de psicopata, insensível do que de pessoa razoável. Alguns deles são milionários. Não poriam nem a esposa nem os filhos nessa situação, mas as esposas, os maridos, os filhos e as filhas dos outros eles expõem, porque é lá que está o dinheiro. Alguns chegaram a tamanho grau de poder que nem governos conseguem prendê-los. Compram até os juízes e abertamente financiam políticos e governantes. O promotor ou policial que os prender acabará punido.
Batalhas difíceis> Enquanto não forem descobertos e derrotados, eles e seus auxiliares, a guerra não terminará. Pedir que parem não adianta. Poucos deles se convertem. É dinheiro demais para se converterem. Pedir que respeitem a vida dos outros é inútil. Eles não têm o menor senso de piedade. Matá-los não resolve. Seria selvageria e as leis do país não permitem. Prisões especiais resolvem pouco, porque, de lá, eles ainda se comunicam e comandam o trafico.
Flagelo diabólico> Tornaram-se um flagelo. São piores do que Átila e os seus unos, piores do que Gengis Khan. A diferença é que arrasam aos poucos e implodem uma cidade por dentro, a partir do pulmão e do cérebro das suas vitimas. Pior do que vírus, a droga corrói o que há de humano na pessoa. Alguns escapam à sua influencia, mas outros sabem que morrerão jovens. A expectativa de vida de um viciado em drogas, como crack ou cocaína é de não mais de oito anos. Depois, está inutilizado para qualquer coisa.
Salvos por milagre> Alguns, por milagre de Deus e graça do amor que ainda há nas pessoas capazes de alteridade, conseguem se reerguer, mas a grande maioria morre da droga. Quem os matou, às vezes morre num palácio ou num edifício com cobertura. Fazem bem as igrejas em conscientizar jovens e adolescentes, faz bem a família em buscar apoio antes, porque depois fica bem mais difícil; fazem bem os pais em perceber que seus filhos estão sendo caçados por traficantes que precisam daquele sangue, daqueles narizes e daquela boca para ficarem um pouquinho mais ricos.
Famílias antídoto> Faz bem a família que reage e se antecipa e conquista seus filhos adolescentes, antes que o traficante os seduza. Mas o melhor remédio contra a droga é um casal que atua como antídoto. Veneno algum afeta seus filhos, porque o antídoto do amor deles é tão forte que o fruto de seu amor desenvolve aversão a tudo o que não é sereno, forte e humano; e a droga é o oposto de tudo isso. Procuram-se famílias antídoto…

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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