PENSAR NA MORTE

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Os que acham que, afastando o pensamento da morte, viverão mais: enganam-se. Se pensam que com isso viverão melhor enganam-se. Não se pensa de maneira obsessiva na morte, mas não se foge dela de maneira histérica. O mundo registra milhões de testemunhos de gente que viveu de maneira nobre e digna e morreu com dignidade. Também registra os desesperados que não sabiam nem viver nem morrer. Agarraram-se á vida como se fosse possível ficar aqui para sempre.

Mais sábios foram aqueles que perceberam que seu tempo passara e sua hora havia chegado. Mas quase sempre foram os que em vida pensaram no seu começo, no seu meio e no seu fim. Riachos nascem de alguma fonte ou de alguma lagoa e terminam ou num grande rio ou no mar. Deixam se canalizar e prosseguem até que mergulham nas águas maiores.
Será assim conosco. Por isso os católicos, até mesmo sem se dar conta, todos os dias oram à Mãe de Jesus, que estava ao lado dele no nascer e no morrer. Pedem-lhe que os ajude a viver a e morrer bem: ”Rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte” Nossa igreja tem essa prática. Pensamos na morte todos os dias e apostamos que será serena porque os santos estarão conosco.

Outras religiões certamente terão outras asceses. Felizmente, os católicos não são os únicos que oram todos os dias para morrer bem!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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