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O irmão gêmeo queria o colo da mãe, mas não aceitava dividi-lo com o outro. A mãe avisou e ele teimou. Então, ela o pôs no canto da sala e pegou o irmãozinho no colo. E deixou claro ao menino de quatro anos que só ganharia colo se aceitasse ganhar com o irmão. Ele chorou todas as lágrimas, gritou todos os gritos e esperneou o que pode no seu temperamento de bicinho que reivindica, mas não faz a sua parte. Cansou e pediu choroso um colo. A mãe perguntou se aceitava que fosse com seu irmão. Aceitou! Converteu-se por um momento, mas haveria outras batalhas. Hoje o rapaz que aceitou pertencer ri daquela rebeldia. Mas há milhões que não se dobram. Vivem de empurrar os irmãos para fora do colo ou do banco.
Um assaltante foi morto pela polícia, um traficante foi eliminado, uma prostituta de rua morreu enquanto entretinha um psicopata, um corrupto morreu na cadeia, mas não revelou onde pusera seu dinheiro…
Como disse Jesus sobre os fariseus, também estes morreram no seu próprio pecado. São assim os que se escolhem e otimizam o crime. Sabem que a bebida mata, mas morrem bebendo, o cigarro mata, ma morrem fumando, a droga mata mais morrem bebendo. O violento sabe que as armas matam, mas morre com armas na cintura ou na mão.
Incapazes de escolher entre o bem e o mal e de se livrar dos seus apegos, vícios e idolatrias, alguns humanos desprezaram a misericórdia de Deus, porque ela propõe reeducação. Não se ganha o colo dele empurrando o irmãozinho para fora… Teremos que aprender a conviver com outros que também querem aquele afago.
Vi, meia hora depois da morte, um advogado cujo processo de beatificação segue seu curso e seis bandidos pegos em tiroteio com a polícia. Estavam lá na sala ainda sangrando. Franz Hollmeier o advogado que acreditava na recuperação de um preso, tinha o rosto em paz. Os outros tinham o rosto crispado. Morreram tentando matar. Ele se colocara entre os presos e a polícia para que não houvesse um massacre. Houve o massacre e alguém atirou nele de propósito. Bandidos haviam matado policiais amigos deles e quem defendia bandidos também merecia morrer… Ele morreu na sua virtude e os bandidos no pecado.
Se os bandidos tivessem mudado de vida talvez estivessem vivos. Franz que vivera sempre do lado do bem, cristão cursilhista que era, dera a vida pelos que defendia, sabendo que poucos deixam o crime se alguém não os puxa para fora. Espero que seja beatificado.
Nós que às vezes pecamos e perdemos o equilíbrio poderemos aprender com gente como ele. Perfeito ninguém é e até os mais santos têm seus dias de deslizes. Mas fazem penitência e vivem para nunca mais ferir ninguém. Há sempre o risco de alguém morrer no pecado. É só não dar aquele passo e não dobrar aquele joelho!




