Tinha feito enorme bem aquele rio estreito e limpo. Suas águas eram frescas e potáveis. As famílias as armazenavam. Alimentava, irrigava, banhava e suavizava. Era um bom riacho.
Um dia detectaram trechos de lama e manchas ao longo do seu longo percurso. Decretaram que aquele era um riacho sujo. Ao longo de 60 quilômetros fora puro e límpido, Em apenas alguns lugares se manchara, mas logo se recompusera. Assim mesmo o declararam sujo. Fixaram-se naquele trecho e esqueceram o bem que ele fez em todo o seu percurso.
Quem o classificou, passou. O riacho continuou passando, limpo e cristalino, limpando e servindo. E disse o riacho: – Não é importante o que falam de mim. Importante é o bem que minhas águas fazem. Um rio vale pelas águas e não pelo nome que lhe dão!




