NOTICIAS APRESSADAS

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Os jornais diariamente noticiam conflitos e brigas entre artistas famosos e até espancamentos. Numa leitura rápida, a gente se impressiona. Mas, uma análise criteriosa, mostra porque chegaram a isso. Independente de serem pessoas escolarizadas e até cultas, o fato é que a fama às vezes provoca distúrbios na pessoa que não sabe assumi-la. Acaba descontando quase sempre em alguém mais próximo.
O que os jornais não dizem, ou talvez não possam dizer, é que em muito desses casos, os relacionamentos começaram e prosseguiram fugazes. Valia mais a carreira do que o parceiro. Os artistas sabem disso! É o seu dilema e o seu mata-burro. Em alguns casos, bastou vinte e oito dias para decidirem se casar; noutros conheciam-se a dois meses e, na véspera, do casamento ele a espancou por ciúmes. O ex a beijara no rosto. Significa que não houve entre eles conhecimento suficiente um do outro.
Acontece muito no mundo artístico e esportivo: a empolgação, seguida de impulso, que acaba girando esses conflitos gigantescos. Ser famoso nem sempre é ser virtuoso. Toda pessoa famosa tem muito mais problemas para administrar do que a outra. Estão sempre mais expostos à calúnia ou ao boato. E não falta quem os ameace com chantagem.
É preciso encarar com bastante seriedade as notícias da mídia. Se não temos o direito de criticar, de julgar e condenar, é bom lembrar também, que nem tudo o que eles fazem deve ser imitado. Às vezes, a imprensa primeiro publica e só depois vai buscar explicação, tornando o acusado menos importante do que o acusador. Inversão violenta de valores, pois que, segundo a lei cabe ao acusador o ônus da prova. O primeiro suspeito deve ser ele ou ela e não o acusado. Como está o famoso acusado é que tem que provar sua inocência e não o acusador a sua culpa. Assim a calunia ou maledicência é publicada e, se causar celeuma, a matéria renderá dias e dias de noticiário.
Os famosos são seres humanos como nós, que às vezes assumem atitudes infantis, superficiais muito mais do que nós, mas para muitos sua vida é uma espécie de prisão. A fama muitas vezes machuca e torna-se um tipo de vício, tão forte como a droga, tão forte como qualquer barbitúrico. Aplaudamos suas danças, seus gols, sua atuação magistral e canções, mas não sigamos necessariamente seus conselhos e exemplos. Demos a eles e a elas uma chance. Em geral são pessoas boas, sensatas e sensíveis. Não merecem ser crucificadas por este ou aquele desvio, que todo mundo tem, mas é o deles que aparece!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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