Bom de marketing, o pregador subiu ao palco e disse que orara por duas horas pedindo a Deus bênçãos e graças para todos aqueles que estariam ali a ouvi-lo. Naquelas duas horas ele se lembrara dos pais e das mães e de todos os sofredores que estariam no seu show.
O povo ficou impressionado, mas as auxiliares que estavam com ele nas seis horas que precederam ao show disseram que não viram nada disso. Das duas uma, ou ele mentiu, ou, de fato, ele orou e elas não perceberam. Pensando bem, era melhor ele não ter dito nada porque soou como propaganda de si mesmo.
Todo cuidado é pouco ao falarmos de nós mesmos. Escolhamos as palavras para que não sejam mentirosas ou não pareçam auto-elogio. Testemunho é coisa boa, mas quando se torna auto-elogio derruba a catequese.




