Sou católico e, para quem recebeu dessa doutrina, se não ficou, precisa ficar mais do que claro que nosso “eu” precisa caber folgadamente no grande “nós” da História. Viemos depois e sempre seremos segundo ou milésimo, se não formos milionésimos. A História, a família, o país e a Igreja é que não podem encolher para caberem nas nossas pretensões.
Quem vai embora de um povo, de uma família, de uma igreja, de uma comunidade ou de amigos porque eles não correspondem ao seu projeto pessoal deveria ter a lisura de dizer que está indo ou foi embora por inadaptação ao projeto coletivo que um dia jurou viver. Ponha o limite em si e não nos outros!
Uma coisa é exercer a nossa individualidade. É dever e é direito. Para um católico é virtude. Outra é ceder ao crasso individualismo de quem vai embora de tudo o que não lhe satisfaz. Escolher o próprio “eu” o tempo todo e fugir de qualquer renúncia é ir na direção contrária à da fé. Quem não sabe renunciar dificilmente saberá anunciar! As pessoas perceberão!




