A PERIGOSA CANÇÃO DE ÁRIO

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Nos inícios dos anos 300 um imperador chamado Constantino, O Grande, sacudiu o mundo ao adotar o cristianismo como religião oficial do Império Romano. Tornou-se com esse gesto um dos quatro nomes mais importantes para a fé no mundo. Por ordem de tempo, Buda, Jesus ele e Maomé. Aboliu a crucifixão, deu liberdade de culto a todos os cidadãos do império e aboliu a crucifixão. Começou a construção de pelo menos 15 grandes templos cristãos entre os quais a Basílica de S.Pedro, da Santa Cruz e do Santo Sepulcro em Jerusalém, a de S. João Laterano, a de Santa Sophia em Constantinopla, ex Bizâncio.

E tudo iria bem se não tivesse aparecido o semideus da mídia daqueles dias a cantar e ensinar heresias sobre Jesus e a convencer milhões de cristãos com sua doutrina de que o Filho não era eterno, de que Jesus era o filho, mas fora criado pelo Pai e lhe era subordinado. Em resumo: Jesus era um grande humano, mas era apenas um homem santo.

A heresia pegou como rastilho de pólvora. Se Ário vencesse o mundo conheceria apenas o Jesuismo e não o Cristianismo. Um concílio de bispos foi convocado. Atanásio, outro negro poderoso reagiu em defesa do Cristo. Ário perdeu. No concilio de Nicéia e mais tarde no Niceno Constatinopolitano a Igreja declarou que Jesus era eternamente gerado e não apenas criado no tempo. Jesus era eterno, era Deus de Deus.

O cantor e sua heresia continuou a dar trabalho à Igreja mesmo depois de sua morte. Poucos pregadores cantores causaram tanto impacto como o bonito sacerdote negro e cantor de Alexandria que com sua canção errada e seus escritos ainda mais errados ensinava que Jesus não era Deus. Ário ainda hoje tem muitos cantores que com suas letras pregam o que ele pregava. Dias atrás ouvi no rádio um canção que chamava Jesus de instrumento do Pai Eterno… Era bem isso que Ário ensinava… Se nenhum novo Atanásio o enfrentar, logo milhares de católicos pouco versados em catecismo estarão cantando mais uma heresia ariana!

Percebam como uma simples canção pode jogar milhões de católicos contra a própria Igreja. Que os compositores leiam mais e humildemente aceitem a ajuda dos teólogos. Façam belas canções, mas por amor à Igreja, se errarem, aceitem ser corrigidos! Eu aceitei e aceito!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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