Aquele interlocutor de Jesus só queria saber qual o maior mandamento. Jesus lhe deu o maior e o segundo maior. E usou a palavra próximo, vizinho. Para Jesus, o amor a Deus subentendia o amor ao ser humano, com quem convivemos e, por extensão, todos os seres humanos, com quem dividimos este planeta ( Mt 19,19).
Por isso, no dicionário de Jesus a palavra com reveste-se de enorme importância. Quem não sabe conviver não sabe viver. Daí a importância dos com-padres, da co-madres, dos com-temporâneos, da co-munidade, da co-munhão, dos co-legas e com-panheiros e dos que sabem viver juntos.
Daí a importância da com-preensão, da com-paixão. Juntos é uma palavra mais do céu do que da terra. Não há nada mais dia-bólico do que agredir e diminuir a fé, a comunidade e a família do outro, só porque o outro não crê como nós cremos. Pouca coisa é mais bonita que o sim-bólico ( o que une, o que busca junto, o que estabelece similitudes).
O novo milênio terá que descobrir esta verdade: o caminho para o céu passa pela valorização do outro.




