PELO PRAZER DE MATAR

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Dizem que Gengis Khan matava por prazer. Também Nero e Calígula. Para eles era espetáculo. Embora o mundo não toque no assunto, é de se perguntar o que passa pela cabeça de um ditador que prendeu amigos e mandou matar seus adversários e aldeias inteiras. Como é a cabeça de um terrorista que destrói um prédio cheio de crianças? Cruzou de volta a fronteira entre a fera e o humano? O que terá passado na cabeça de H.Trumann após o lançamento das até agora, duas e únicas bombas atômicas a cair sobre o povo inocente?Não mudou muito. Arranja-se um motivo e, se não há motivo, mata-se do mesmo jeito. Uma geração sem nenhum critério de vida mata para se divertir, e acha que está limpando o país de outros bandidos como eles, até que outros bandidos como eles os matem pelo mesmo motivo. O publico considera a violência na televisão uma boa programação, caso contrário, não lhe daria o Ibope que ela afirma ter. Tínhamos nas mãos as escolas que, bem ou mal, educaram milhares de cidadãos para a convivência. Três piedosas freirinhas chegavam a tocar com disciplina um orfanato de 100 crianças. Agora, nas mãos do Estado ou de particulares, para cada três crianças há dez funcionários. Creches do Estado viraram lugar de poucas crianças e muitos funcionários. Perdeu-se o sentido social. Há crianças ocupando as ruas e os faróis e fingindo que vendem doces ou lavam carros, para pedir dinheiro que nem sempre entregam para os pais. Vão para quem os recrutou

O Governo sabe disso e age pisando em ovos porque tem medo da opinião pública. O mesmo jornal que mostra a violência desses meninos mostrará a dos policiais. O circulo é vicioso. O criminoso bem armado comete crimes e, se for pego, tem defesa bem armada que o coloca de vítima e quem o prendeu se torna o repressor que lhe tirou seu direito de continuar envenenando o povo com drogas.

Acham sempre uma brecha. O criminoso sai de lá e quem o denunciou fica mal. Das muitas escolas de violência, a imprensa e a televisão são as mais eficientes. Gostam de levar o lixo para todas as casas. Chamam a isso de informação e cultura e classifica como espetáculo ou diversão. Não são todas, mas você sabe qual delas pisoteia na cidadania. Quando matar vira espetáculo a algo de errado em quem o produziu e em quem o sintoniza.

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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