OS CRISTÃOS E A SEGURANÇA

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Jesus nasceu num período extremamente violento em Israel. Herodes, o Grande, (44/37 a.C a 4 d.C) era, além do grande governante que dizia ser, era também um grande assassino. Louco pelo poder, o idumeu matou sua esposa Mariamne, seus dois filhos Alexandre e Aristóbolo, sua sogra Alexandra e muitos outros desafetos. Ao morrer, afirma-se que mandou reunir num estádio a nata da cidade, com ordens de que fossem mortos. Assim, o reino choraria, senão por ele, por causa dele. Não é difícil imaginar que ele tenha mandado matar crianças.

Jesus viveu em tempos relativamente pacíficos, comparados ao que era a violência daqueles dias. Os romanos não hesitavam em arrasar cidades inteiras que se rebelassem. Um dos argumentos para massacrar Jesus foi exatamente esse. “Se suas idéias vencerem virão os romanos e ocuparão nossa terra e nosso povo.” (Jo 11,48). Alexandre Magno costumava ser crudelíssimo. Os séculos que precederam Jesus e algumas décadas depois viram barbaridades políticas e sangue em borbotões.

Os cristãos foram vítimas de violência s inauditas, mas quando chegaram ao poder, nem sempre a coibiram. Até mesmo a praticaram. Judeus, cristãos e muçulmanos precisamos todos pedir desculpas pelos irmãos que nos precederam. Mataram em nome da fé! E precisamos pedi-las, agora, pelos irmãos que, usando o nome de católicos, evangélicos, pentecostais, judeus ou muçulmanos ainda matam ou odeiam em nome da fé.

A Igreja Católica no Brasil, este ano faz coro a tudo o que já foi dito no Vaticano II, no Celam, e nos documentos dos papas que nos precederam e lança uma Campanha da Fraternidade voltada para este magno problema: educar o Brasil para o diálogo e para a paz.

Dará certo? Talvez sim, talvez não, mas seríamos culpados se não puséssemos o dedo nesta que é uma das piores chagas do Brasil: a violência urbana e rural. Os que recorrem à violência para atingirem os seus objetivos não são confiáveis. Depois atingi-los farão violência para mantê-los. Quem mata para ter mais, em geral mata para não perder o que conseguiu.

Amansemos a fera humana! Sem fé serena, sem diálogo, sem família, sem vizinhança e sem escola não deu e não dá! Sem Deus não dá!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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