O MARIDO DE TERRI SCHIAVO

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Já saiu do noticiário, mas voltemos ao assunto. Procurei informações na WEB . Não sendo advogado, não saberia onde achar. E continuei sem entender porque um homem que tem outra esposa e dois filhos com ela, ainda tem o direito de orquestrar a eutanásia da ex esposa.

Não entendi porque os juizes deram ganho de causa a ele e não aos pais. Se ele constituiu um novo lar, porque é considerado viúvo de Terri Schiavo? E porque deve prevalecer a vontade dele, quando os pais gostariam que a filha fosse sepultada e não cremada? Porque os pais perderam todas? Eles deixaram legalmente de ser pais, enquanto o marido, mesmo casado com outra nunca deixou de ser o marido? Porque ele venceu e os pais perderam? Dram a ele o direito de vê-la morta e negaram aos pais o direito de vê-la viva, ainda que entubada?

Como nos Estados Unidos não se permite a poligamia, como explicar que ele age como se tivesse duas esposas e com tal poder que é visto como o tutor da primeira? E ele é ouvido, enquanto os pais não o são nem mesmo pela mais alta corte do país? Um presidente pode mostrar clemência e livrar alguém da cadeira elétrica, mas não pode salvar Terri da more por inanição?

O que estava em jogo? Apenas a vida de Terri Schiavo, ou um jogo de braço entre os defensores da vida “custe o que custar” e os defensores da sua abreviação, “pense o que pensar”? Nos EE.UU. é passivel de pena quem nega alimento ou água a animais de estimação. Por ordem judicial foi proibido dar água ou alimentar Terri Schiavo para que morresse de inanição. Não seria o caso de condenar os juizes que lavram a sentença sobre a inocente Terri? Que leis são essas?

Para os juizes o corpo de Terri era apenas um monte de carne? Não era mais um corpo humano? Teri deixara de ser uma pssoa? Não havia mais Terri naquele corpo? Por isso aquele corpo valia menos do que um animal a quem não se pode negar nem água nem comida? No que os juizes se basearam? Negar água a um ser humano até que morra não é asassinato premeditado? E nos EE.UU. onde se defende tanto os cavalos e os cãezinhos Terri Schiavo não tinha esse direito? Orque custava caro ao Estado? Mas os americanos não acabaram de gastar bilhões de dólares para matar alguns e, segundo eles, salvar outros iraquianos? Não podiam gastar um pouco mantendio aquele corpo até que morresse? O cérebro não funcionava mais e por isso cancelaram também o seu corpo? Morto não estava, tanto que os juizes decidiram matá-lo.

Nós cristãos não aceitamos esse procedimento. Para nós, mesmo depois de morto o indivíduo, não estamos enterrando apenas um monte de carne, e sim o corpo de um ser humano. O respeito permanece.

Como milhões de católicos e evangélicos afirmo que aqueles juizes cometeram assassinato a pedido do ex marido e dos seus advogados. Um dia alguém saberá o que estava em jogo. Agora, só sabemos que foi negada a Terri Schiavo o que não se nega nem aos pássaros, nem aos gatos e cavalos. Esparta também considerava uma democracia. Lá se jogava assassinos e crianças indesejadas no apotetes, um abismo onde se atiravam os dejetos daquela sociedade. A impressão que fica é que o corpo de Terri foi tratado como dejeto. Nós e os pais dela dizemos que a Terri estava lá. Os juizes disseram que não. Quem está errado. Eles ou a aplicaram ou a lei que permite a imposição da morte por inanição?

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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