A moça entrevistada num programa bastante conhecido, filha de cantora famosa e controvertida declarava abertamente não gostar de homem. Era lésbica. Falava com a maior naturalidade defendendo a sua causa, na televisão aberta, vista por todos, inclusive por crianças e adolescentes.
A moça defendia um costume contrário aos da grande maioria do país e falava com liberdade. Enquanto isso, pais ou filhos que viram, deveriam exercitar também sua liberdade de concordar ou discordar em veículosà sua disposição, em casa, ou ainda em salas de aulas. Quem se expõe publicamente dá ao outro o direito de concordar, discordar, questionar, analisar e até combater. Toda pessoa que se expõe na mídia esta usando do direito de entrar em todos os lares que permitirem, e todos os casais estão no direito de concordar ou discordar desta pessoa. Cidadania consiste nisso. Pode-se dizer o que bem entender, porém, se alguém passar dos limites, há juizes para isso. Se for tolerável, pelos costumes daquele país, a pessoa que disse ainda assim está sujeita a ser combatida e criticada.
Se é politicamente correto permitir que uma lésbica exponha seu afeto, seu amor e seu costume para milhões, também é politicamente correto permitir que um heterossexual discorde desta lésbica e que os pais discordem do que ela disse em público na televisão. Afinal, chegou aos seus filhos! Se a mãe da moça gerou uma filha que vai á televisão defender seu amor de lésbica outros pais geraram filhos que podem ir lá defender o seu amor de héteros. Se alguém for perguntado em público é politicamente correto que essa pessoa diga que também não aceita relações entre lésbicas, da mesma forma que aquela lésbica não aceitava relações com homens. Direito de falar, direito de discordar! Tão certo que dois mais dois não são cinco!
Neste país, desde que não destilem ódio, todos podem falar. Deixar que outro fale é democrático, Discordar também é. O que não é democrático é estigmatizar quem fala ou quem discorda. Nem um é assim tão moderno, nem o outro, assim tão troglodita! Quem se expõe, que também aceite quem se lhe opõe!




