Causa imensa preocupação a proliferação em escala mundial de pequenos e grandes grupos religiosos, entre muçulmanos, cristãos e budistas que pretendem preservar a pureza das suas doutrinas, voltar às origens e defender a verdade…
Isto, porque não ficam somente no campo das idéias. Muitos estão armados até os dentes, dispostos a explodir gasodutos, oleodutos, fábricas, hotéis e até cidades. Criam-se para o ódio. Destroem templos de companheiros da sua religião, mas donos de postura mais serena e pacífica. Aderiram à retaliação, à vingança e ao ódio. Odeiam em nome de Deus.
Por mais esdrúxulo e estranho que isso pareça, está nos seus livros sagrados que muitos dos seus heróis mataram em nome da fé. Eles se acham no mesmo direito.
Sentem-se senhores da vida alheia e da própria vida, dizem que dão a sua vida para seu deus e tiram a vida dos outros em nome do seu deus. São religiões que amam os amigos e odeiam seus inimigos. Param no meio de caminho do amor.
Jesus colocou-se contra isso, dizendo aos seus seguidores, que precisavam amar os inimigos e que a ninguém era dado o direito de tirar qualquer vida, muito menos em nome Dele.
Mas a caminharem como estão caminhando, as coisas desembocarão numa guerra de fundo religioso e em escala mundial, porque eles estão em toda parte. Não acreditam mais em amor ao próximo, nem ao distante, nem ao adversário. E alguns estão tendo dificuldade em amar até os da própria religião. Se faltava um cenário para o aparecimento do Anti-Cristo, aí ele está.
Não admira também que há milhares de pequenas igrejas, de pequenos pregadores a dizer que o Anti-Cristo já veio e está agindo nos exércitos, nos governos, nos templos e nas Igrejas e semeando ódio, ódio e ódio.
Eu continuo ingênuo e acreditando em Jesus, no seu perdão, no arrependimento de quem tenta consertar o erro que cometeu e de quem perdoa quem o ofende ou, no máximo, não conseguindo perdoar nem ser perdoado, cala-se e confia na misericórdia divina.
Errar, todo mundo erra, mas ensinar ódio, organizar-se em nome do ódio e, ainda, dizer que foi Deus que os inspirou, isso é dose! Chegamos à era das religiões de dois altares: um para o amor, outro para o ódio.
No do amor, eles colocam as suas oferendas, no do ódio, os seus inimigos. Seu ódio é tão grande que, se um anjo do céu descesse pedindo que parassem de matar, talvez matassem esse anjo. Não foi isso o que fizeram com Jesus?




