MÃES ENTRISTECIDAS

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O que faz uma mãe quando a filhinha do seu coração cresce e insiste em namorar do jeito errado, o sujeito errado, casa-se do jeito errado com o sujeito errado e insiste em viver e criar filhos do jeito errado? A primeira coisa que esta mãe faz é chorar, a segunda é envelhecer mais depressa.

É difícil imaginar o sorriso nos lábios de uma mãe cuja filha não sabe de onde vem, não sabe para onde vai, não sabe o que quer, não ama direito e não faz questão de ser amada. Não é para isso que se criam filhas e filhos. De certa forma é muito fácil acusar os pais e as mães quando os jovens erram nos seus amores, nas suas paixões e nos seus casamentos, mas nem sempre é o caso. Casais bem constituídos, formados até em pedagogia e bons educadores, de repente percebem que dois filhos vão bem e uma filha desanda ou um filho se descontrola. E então? Devemos culpá-los, ou há mistérios nesse assunto de amar e ser amado? Algumas telhas feitas do mesmo jeito que as outras trincam já no forno, outras no telhado e ouras, nunca. Culpa do fabricante? Nem sempre.

Há filhos que ouvem os pais e há os que não ouvem a ninguém, muito menos a Deus em quem nem sequer acreditam. E não ouvem nem a si mesmos. É algo misterioso o bater de um coração rebelde. Na hora de falar, falam pelos cotovelos, mas na hora de ouvir ficam surdos, exceto quando as coisas vão ao encontro dos seus objetivos.

Mães entristecidas precisam ser lembradas que filhos não são tijolos. Nem todos saem fortes e sem rachaduras. Dar à luz não é o mesmo que dar juízo. Doer, dói, mas não se culpe o jardineiro porque uma ou duas rosas murcharam. Ninguém controla um rio da nascente à jusante. Nem um filho!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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