DNA DE ALTERIDADE

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Falemos de pessoas que acontecem e fazem acontecer porque são altruístas. Alguns homens e mulheres, têm dentro de si um chamado tão forte para a solidariedade e para a alteridade que o chamado chega a parecer inato. É como se nascessem com seu DNA carregado dessa virtude.

Inserem se totalmente no projeto social; querem para os outros o que conseguiram; querem até mais para os outros do que para si. Dedicam suas vidas para melhorar as dos outros; são felizes, mas querem que outros também sejam; pensam pouco em si e muito mais nos outros.

Mas engana-se quem pensa que alguém nasce com este dom. Ele vai se desenvolvendo na pessoa e, de repente, ela descobre o caminho solidário, da mesma forma que alguém que tem voz bonita descobre o dom de cantar , mas a seguir o desenvolve. Solidário não é quem nasceu bonzinho, mas quem desenvolveu o dom de ajudar os outros e optou por esta maneira de viver.

Aquele que tem voz bonita e não desenvolveu o gosto pela canção nem o dom de cantar terá apenas voz bonita. É assim, também aquele que tem desejo de ajudar mas não o desenvolve direito. Será apenas gosto. Nunca se tornará solidariedade que é virtude a ser desenvolvida, fruto de treinamento e exercício constante. Solidariedade é, o tempo todo, querer o bem do outro; não basta de vez em quando!

Solidariedade é viver para que o outro seja feliz. É sentir-se um entre bilhões, mas consciente de que ajudará estes bilhões melhorando a vida dos vinte ou trinta que diariamente lhe passam perto. Um pouco é tendência e outro pouco é persistência. Pessoas solidárias são trabalhadores especializados em aproximar-se, principalmente de quem precisa.

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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