CONVICTOS E CONVENCIDOS

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Todo cuidado é pouco quando se trata de convencimento e de convicção. Pode-se ter convicção sem ser um convencido. Pode-se ser um convencido sem convicção.
As palavras pretendem firmar dois conceitos. Do verbo vincere, vencer, vem a palavra cum-victus que pode significar condenado e vencido, e pode significar vencido por alguma ideia. Alguém pode se deixar vencer e convencer pela evidência.

Mas é possível, também que uma pessoa aja como se fosse um vencedor e vitorioso, por isso convencido de que é mais do que os outros. Seu modo de falar, de ser e de agir mostra quanto ele acha os outros inferiores a ele. Por isso alguns adversários magoados são capazes de chamar de convencido um vencedor veraz e franco. Mas pode haver o vencedor que se porta como superior a quem perdeu ou a quem disputa com ele um lugar no grupo ou na sociedade.


Ao comunicador da fé cabe buscar a humildade de quem não mente, diz o que deve ser dito, mas assim mesmo se abre ao diálogo. Agirá como alguém convicto, mas não convencido que está acima dos outros.

Convictos do que dizemos e fazermos, mas sem agir como quem sabe tudo, eis o desafio! Quem aceita se corrigir e admite que precisa mudar alguma coisa e muda é certamente um convicto humilde. Quem jamais muda e acha que os outros é que devem se converter ou mudar porque ele e seu grupo não estão e não podem nunca estar errados, nem mesmo em algumas coisas, talvez seja mais convencido do que convicto.

Dialogar com ele é simplesmente impossível. Ele se aproxima como alguém de cima. Para ele não há iguais! O eleito foi ele, logo quem tem que mudar para achar a verdade que ele já achou é o outro! Mas nenhum convencido acha que é. Ele dirá que é convicto e nada mais do que isso. Humildade não é seu departamento!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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