Há médicos que agem como anjos. E há agentes de medicina que, para dizer o mínimo, de anjo nada possuem. Chega a ser diabólico o procedimento de algumas empresas. O paciente é obrigado a lutar por seus direitos mais elementares. A alegação é a de sempre: o convênio não cobre aqueles custos. O conveniado trate de arranjar uma doença que o convênio cubra, porque, se a contrair passará um calvário, até que algum juiz tome a sua defesa.
Recentemente, em cidade do interior uma jovem vitima de erro médico percorreu quase um ano e meio todos os possíveis caminhos para corrigir a erro, que a impedia de exercer suas atividades diárias. Sua vida, literalmente parou. Um médico empurrava para o outro e o convenio alegava todas as desculpas. Uma delegada condoeu-se e levou o caso á juíza que determinou que o convênio incorresse com as despesas, que não seriam pequenas. Quase vinte meses para usufruir de um simples direito que, se tivesse o dinheiro, conseguiria em duas semanas.
Uma outra, verificado um problema inicial de câncer de urgência urgentíssima, teria que despender o equivalente a três dos seus salários, dinheiro do qual não dispunha. A resposta do convenio foi que não cobria tais despesas. Autorizariam só quando o câncer estivesse em estado avançado? Alguém da família ajudou. Se esperasse, teria amargado meses na fila de espera.
Histórias como estas e até piores estão no cotidiano dos pobres. Haverá e há exceções, mas é triste pensar que são milhares os que adiam o tratamento de maneira fatal, porque o convênio que decide para além dos médicos, não cobre. O governo precisa descobrir estes convênios eficientes na hora de cobrar, mas renitentes na hora de cobrir!




