CANSADOS DE GENTE

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Sinais de desequilíbrio no relacionamento com as pessoas, como o caso do proclamado playboy Chiquinho Scarpa e da também milionária Sharon Tendler de 41 anos, felizmente são raros, mas tristemente não tão raros o quanto se imagina.

Chiquinho Scarpa declarou em dezembro de 2006 que, de papel assinado em cartório, deixaria a sua fortuna para a sua cadelinha. A milionária Tendler casou-se no balneário de Eilat, Israel, com o seu golfinho Cindy depois de um longo romance. Ela considera-se casada com um peixe.

Não foram nem são poucos os casos em que o amor de gente pobre, rica ou poderosa por seus cavalos, cabritos, pássaros ou cães os levaram a tratá-los acima dos humanos. Calígula teria investido com a toga de senador romano o seu cavalo Incitatus. Atrizes famosas e temperamentais teriam o hábito de dormir com o seu cão, enquanto seus homens depois de cumprida a sua utilidade, teriam que dormir num outro leito. E não faltaram batizados e celebrações de núpcias e juras de fidelidade entre humanos e animais com enterros solenes. Se alguns religiosos se negam a isso, sempre haverá que se preste.

A História registra tais desvios como curiosidades, mas trata-se de tragédia. Divórcios causados pelo excessivo amor de um dos cônjuges por um cão, a ponto de o deixarem no leito ou na mesa como se filho fosse; cenas de ciúme entre cônjuges e animais, filhos que foram embora de casa porque a mãe dava sinais evidentes de mais amor pelos três cães e dois gatos do que por eles, mostram que pode haver e há excessos. Para tudo há um limite. O excesso de amor pelos animais esconde ou revela uma rejeição á pessoa humana.

Cansados de gente que fala, reage, discorda, cobra, exige direitos, voltam-se para seus dóceis animais que se limitam a latir mugir, zurrar, ou miar, mas mendigam sua atenção e os enchem de lambidas e de carinho em troca de comida na hora certa. Optam por si mesmos ao optar pelos seus animais de quem se sentem de fato proprietários. Animal raramente traz problemas, exceto quando, sem nenhum aviso arranca um pedaço do seu dono ou lhe traz um processo oneroso por ter mordido uma criança no portão. Como os humanos, de vez em quando eles se lembram que são animais e também, fazem o que não deveriam!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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