AUTO AVALIAR-SE

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A humilde moça, diante das câmeras dizia: -Eu não sou nada, eu não valho nada, não sou ninguém. Estava dizendo uma coisa bonita e encantadora. Parecia santidade, mas não era. Não estava fazendo teologia correta. Cristãos não têm o direito de se expressar desta forma, até porque nós valemos, sim, alguma coisa; somos, sim, alguém, apesar de nossos defeitos e pecados. Deus nos deu e dá valores. Não nos teria criado, para sermos uma simples pedra, quando até pedras agregam valores.
Corre por aí um exercício falso e errôneo de humildade. É a fala da pessoa que, querendo mostrar os seus limites e pecados, teima em dizer que não é nada e ninguém. O gesto não deixa de ser um ato de ingratidão contra Deus, porque Ele é alguém e nos criou para sermos alguém. Se a pedra falasse não diria que é um nada: diria que é pedra pequena…mas pedra que tem sua utilidade!
Se até as pedras têm sentido e, de certa forma carregam sua individualidade, se arvores são individuais e diferentes, até as da mesma espécie… por que negar que Deus nos tenha dado valores especiais e individualidade? Fomos criados por Deus para acrescentar algum valor ao mundo, viemos por alguma razão; por isso é que não podemos dizer que somos um nada. Nosso DNA prova que somos mais do que nada, que não viemos do nada. Nossa fé nos diz que não voltaremos ao nada.
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Individualidade> Mas distingamos entre individualidade e individualismo. Acentuar-se é uma coisa, acentuar-se demais é outra. Se quisermos de fato ser humildes, e devemos querer, digamos: -Estou longe de ser o alguém que Deus queria de mim; longe de ser a pessoa que poderia ser. Mas tenho consciência, dos meus limites e dos meus valores. Espero que você me ajude a melhorar os meus valores. Eu existo, eu sou alguém e eu nunca serei um nada, porque Deus me criou para somar. Oito mais zero continua oito! A depender do sentido do zero será 80. Sete bilhões mais zero continuam apenas sete bilhões. Com você serão sete bilhões e um!…

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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