SEGURAR E SOLTAR

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Você faz isso como seu cãozinho quando sai a passeio, faz com seu carro, faz consigo. Não há porque não fazer com os filhos. Há hora de soltar a cordinha, o anzol e os freios de mão e de pé. Há hora de frear, prender e segurar, por mais que o cãozinho queira, por mais que o peixe se debata, por mais que seu filho teime. Um dia, ele ou ela terá condições de ir aonde quer, mas agora, não. Ele ou ele a reagirá dizendo que sabe, mas não sabe; que saberá se cuidar, mas não saberá. Erro dele ou dela se insistir numa liberdade para a qual não está pronta. Você não pode nem deve ceder. Conforme o caso, o juiz poderá decretar prisão para o casal omisso. Não se solta um filho despreparado para ir…
Mas será erro seu se, estando o filho ou a filha, em condições de ir, por ter idade e, mais do que idade, maturidade para ir você prender ou segurar. E é o que com muitos subterfúgios alguns casais fazem. Mães possessivas ou grudentas demais atrapalham a vida afetiva e o crescimento do seu meninão ou da sua moça. Interferem nos namoros e na liberdade. Os filhos de tais pais ou mães precisam de ajuda para libertar-se, mas tais pais ou mães precisam de ajuda para aprender a soltar sem sofrer chiliques.
Se isto ainda existe? Pois é. Numa era de tanta liberdade e de tanto individualismo há milhares de moçoilos e moçoilas de 35 s 40 anos que não conseguem nem sair do ninho, nem montar o próprio, nem amar o suficiente uma outra pessoa de qualidade, porque o aconchego doméstico virou suave jaula. Os pais não soltam e eles ou elas não querem.
Se é bom? Perguntem aos estudiosos da alma. Em geral não é!

Pe. Zezinho scj

© Padre Zezinho scj

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