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O PADRE CATEQUISTA

 

Há sacerdotes catequetas: são estudiosos de catequese. Há outros que, pela sua obra são estudados pelos catequetas, pois que deixam marcas como catequistas. Isto é traduzem a catequese em linguagem que a multidão e fiéis de todas a idades entendem.

Padre Zezinho, dehoniano, é um desses sacerdotes. Comunicador e catequista há 45 anos, traduzido em muitas línguas, torna acessível a doutrina católica nas mais diversas mídias e linguagens. É dom, mas é também trabalho árduo e cansativo. 

Quem já ouviu e  cantou:  Um Certo Galileu, Oração pela Família, Utopia, Amar como Jesus amou, Estou pensando em Deus, De lá do Interior, Maria de Nazaré, Se ouvires a voz do vento, No peito eu levo uma cruz, Maria de Minha Infância, Mãe do Céu Morena, Quando Jesus passar, Shekinah, Rahamim, Minha vida tem sentido, identifica a foto, o rosto e o autor. Tem mais de 1.700 canções publicadas e seguramente mais de 300 cantadas em todo o país.

Seu nome é José Fernandes de Oliveira, mineiro criado em Taubaté, S.P. padre católico, dehoniano, conhecido como Padre Zezinho scj. Faz tempo! Não se expõe muito na grande mídia, mas é raro um católico praticante que não o reconheça. Sua voz e seu rosto deixaram marcas em muitas gerações.  Canta, escreve, publica, leciona, faz rádio e televisão, descobre talentos, deu mais de 3.000 shows no Brasil e no mundo, fala cinco idiomas, cantou 5 vezes para três papas, tem três inserções diárias de rádio e televisão em diversas emissoras, faz um show mensal na TV Século 21, e seus artigos que passam de 4 mil há 40 anos estão em jornais e revistas católicas do Brasil e do mundo.

A ele, nestes últimos 40 anos de comunicação no Brasil foram apostos inúmeros adjetivos: Pioneiro, padre comunicador, padre cantor, padre poeta, inovador, popularizador  e outros tantos títulos. Tranqüilo e distante da mídia não católica por opção pessoal e convicção de que seu talento poderia ajudar a formar outros comunicadores  e aumentar o poder da mídia católica, nela permaneceu.

Foi professor por 26 anos, de Prática e Crítica de Comunicação nas Igrejas. Tomou 3 anos para terminar mais 10 livros e voltou recentemente a assumir a missão de ensinar na Faculdade Dehoniana de Taubaté. Mantém um Curso de Comunicação pela Internet, na faculdade Dehoniana de Taubaté, SP.

 

É sacerdote desde 1966. Insiste em assinar Padre Zezinho, scj. É gratidão à sua congregação a quem deve seus estudos, o apoio e a missão.  

Trabalha principalmente com as Paulinas com quem está há mais de 40 anos. Publicou por elas a maioria dos seus trabalhos sem jamais trocar de editora. Mas publica também na Paulus, na Procade, sempre com a anuência da sua casa editora.   Está na TV Século 21, TV Aparecida, Radio Imaculada, Radio Aparecida e outras emissoras coligadas. Sua obra é vasta e abrangente. Suas canções abrangem mais de 1000 temas a ponto de párocos e catequistas ao procurarem algum artigo ou canção para ilustrar a catequese dizerem: procura com o Padre Zezinho que é raro um tema que ele não tenha cantado ou abordado em artigo. 

Discreto e seguro quanto à sua escolha ele raramente aceita ser indicado para premiações no Brasil ou no exterior, nem pelas editoras, nem pelos amigos. Estes o caracterizam como um ícone da musica religiosa no mundo. Ele ri e acha tudo um enorme exagero.  E diz: –“Nem padre cantor eu sou. Sou apenas um padre que às vezes canta, mas o que mais faço é ser catequista, escrever e ensinar”. São deles as frases: - “Não sou padre porque canto. Canto porque sou padre!” “A canção é o chantili do bolo da vida. Mesmo sem chantili o bolo ainda seria bom”. “Cantores religiosos são profetas secundários. Antes nós há o papa, os bispos, os párocos, os doutores, as doutoras, os mestres, os  educadores e as educadoras, os fundadores de hospitais, creches e asilos. Nós divulgamos tudo isso e motivamos o povo, cantando e pregando.” “Há profecias bem maiores do que a canção. Ela repercute mais, porém não é essencial na Igreja”.    

 

Aos 68 anos, o conhecido cantor, compositor, pregador e descobridor de talentos parece não ter intenção de parar.   Escreve semanalmente na Internet  www.padrezezinhoscj.com, seus artigos são lidos em emissoras, reproduzidos em revistas e usados em aulas, e é o responsável indireto e direto por mais de 200 cantores e cantoras de várias igrejas que dizem terem sido motivados pelo seu trabalho.

Seu melhor título, porém, é o de Padre Catequista que muitas comunidades lhe dão. Dele afirmam muitos párocos, bispos e populares: -Quando ele chega, já sabemos que vai dar uma catequese atualizada, mostrar os mais recentes documentos da Igreja, fazer gestos e sinais catequéticos que, depois os catequistas usarão nas comunidades. Ele é catequista de mão cheia.

 

Os catequistas lembram as chaves, os balões, o mapa-mundi, as velas que se curvam, as flores que brigam, as imagens, as cruzes, as bíblias, os livros, as bacias e jarras, os copos de água e mais de 40 gestos acompanhados de canção e explicação atualizada dos temas da fé. Seus shows são nitidamente ecumênicos, sua pregação é afirmativamente  católica, mas membros de outras igrejas vão vê-lo porque sabem que serão respeitados.

Nunca aceitou guarda-costas. Lembra rindo, que Pedro, o improvisado guarda-costas que tentou proteger Jesus com uma espada teve de guardá-la na bainha. Há mais de 40 anos mistura-se com o povo. E não é porque não tenha sido famoso e sacudido multidões. Seu estilo é o do catequista que se mistura, chega e fala sem que alguém o apresente. É dele a frase: - “A pastoral da canção religiosa começa não quando subimos ao palco, mas quando oramos por quem nos ouvirá e quando andamos pela cidade para ver como vive o povo para quem cantaremos”.

Extremamente pontual, quando menos esperam, ele já está no meio do povo e subindo ao palco. Saúda: - O Senhor esteja convosco!    Cobra do povo três vezes, cada vez mais alto, a resposta:  Ele está no meio de nós!  O show de catequese está pronto para começar. São 3 horas de show e interação entre ele, o grupo de  cantores e a multidão. Está lançando 5 cds e 2 livros no ano de 2009.